Antes de entrarmos na história, já sabemos o final. Pergunto-me então para que quero saber da história?
Mas será que isso interessava saber?
Foi uma abordagem cruel.
Assim
sem contemplações, escarrapachado no écran somos informados, sem
sabermos quem eram Emilia e Julio, que Julio vivia e Emilia morria no
final do filme.
Bonsai, é um filme que assenta numa história do primeiro grande
amor, simples e quotidiano. Algo que facilmente podemos dizer que "Epá
... podia ter acontecido comigo naquela altura ... e tal".
Pode ser
aquela história que nos fez ficar de telefone na mão com o coração aos
pulos, por ansiosidade, ou quando nos remeteu às voltas sem destino, de
profunda tristeza.
O filme é todo uma viagem entre um passado e um presente, entre a
ficção de personagens sem nome e a realidade de quando o passado se
cruza connosco no meio da rua.
É o nosso destino, ter um passado e
um presente e de quando em vez isto cruzar-se no nosso caminho para
lamentarmos o que aconteceu, ou sorrir com o que construimos.
No final, apenas ficamos a saber quem foi Emilia, e quem é Julio. Mas desconhecemos o futuro dele, de outros e o nosso. É o destino.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
terça-feira, 5 de julho de 2011
Pequenas Mentiras Entre Amigos
Uma comédia de diálogos fantásticos e sequências de chorar a rir e com momentos de tensão dramática, ou uma das melhores comédias deste ano. Gostei imenso, um filme que pode colocar de lado a ficção e representar um pouco mais os acontecimentos das nossas realidades.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Árvore da Vida
A exclamação no fim do filme ... "Mas que é que foi isto!!!" Realmente, penso que a Árvore da Vida, é um filme que temos de ter um estômago forte para chegarmos até ao fim, senão a sensação é de como se
tivessemos levado um murro em seco. Um filme díficil, que não se centra numa narrativa, mas antes num conjunto de temas que dificilmente têm respostas objectivas.
A vida ou a morte, a criação ou o facto de sermos o que somos (existência), a confiança ou o desconhecido. O haver dois caminhos e saber qual deles escolher tendo a certeza que decidimos pelo o melhor.
É o caminho da graça e o caminho da natureza que nos fazem dividir o percurso da nossa vida.
A graça, assente sobre a fé na "Graça Divina", como sendo o caminho que acreditamos simplesmente em algo que não é palpável, é o caminho interior que enfrentamos.
A natureza o outro caminho, é a crença na ciência que é justificada na lei de Lavoisier que "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", é o exemplo de provas específicas sobre este percurso a seguir.
No casal interpretado por Jessica Chastain e Brad Pitt, encontramos esta divergência. A Mãe é a figura doce, amiga, presente, compreensiva e que nos indica o caminho da graça. O Pai é a figura austera, dura, ausente, que ensina/educa através da pior forma, à semelhança da natureza quando se revolta e se redefine tempos após tempos. O filho (mais velho) de ambos, é figura atormentada que fica entre os dois caminhos, que sabe que é igual ao pai mas não suporta esse sentimento. E depois anos mais tarde (na pele de Sean Penn), é a figura que continua atormentada com o caminho que seguiu (qual deles foi, não digo, fica como exercicio para pensadores!!).
Não somos levados, nem existe a quimica de colar o espectador aos personagens, mas depois no final acabamos por procurar a razão de termos passado as duas horas anteriores a ver imagens e sequências que pouco têm sentido.
Em termos técnicos, achei espectacular a sequência do cosmos e criação do mundo. Por muito que achasse que pouco fazia sentido, agora passados alguns dias até pode fazer.
Revisitei também Barton Springs Pool, em Austin, onde estive à uns meses atrás a dar uns mergulhos!!
Citações:
Mrs. O'Brien: There are two ways through life: the way of
nature, and the way of Grace. You have to choose which one you'll
follow.
Jack: Father, Mother. Always you wrestle inside me. Always you will.
Jack: [whispered voice over] Brother. Mother. It was they that lead me
to your door.
tivessemos levado um murro em seco. Um filme díficil, que não se centra numa narrativa, mas antes num conjunto de temas que dificilmente têm respostas objectivas.
A vida ou a morte, a criação ou o facto de sermos o que somos (existência), a confiança ou o desconhecido. O haver dois caminhos e saber qual deles escolher tendo a certeza que decidimos pelo o melhor.
É o caminho da graça e o caminho da natureza que nos fazem dividir o percurso da nossa vida.
A graça, assente sobre a fé na "Graça Divina", como sendo o caminho que acreditamos simplesmente em algo que não é palpável, é o caminho interior que enfrentamos.
A natureza o outro caminho, é a crença na ciência que é justificada na lei de Lavoisier que "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", é o exemplo de provas específicas sobre este percurso a seguir.
No casal interpretado por Jessica Chastain e Brad Pitt, encontramos esta divergência. A Mãe é a figura doce, amiga, presente, compreensiva e que nos indica o caminho da graça. O Pai é a figura austera, dura, ausente, que ensina/educa através da pior forma, à semelhança da natureza quando se revolta e se redefine tempos após tempos. O filho (mais velho) de ambos, é figura atormentada que fica entre os dois caminhos, que sabe que é igual ao pai mas não suporta esse sentimento. E depois anos mais tarde (na pele de Sean Penn), é a figura que continua atormentada com o caminho que seguiu (qual deles foi, não digo, fica como exercicio para pensadores!!).
Não somos levados, nem existe a quimica de colar o espectador aos personagens, mas depois no final acabamos por procurar a razão de termos passado as duas horas anteriores a ver imagens e sequências que pouco têm sentido.
Em termos técnicos, achei espectacular a sequência do cosmos e criação do mundo. Por muito que achasse que pouco fazia sentido, agora passados alguns dias até pode fazer.
Revisitei também Barton Springs Pool, em Austin, onde estive à uns meses atrás a dar uns mergulhos!!
Citações:
Mrs. O'Brien: There are two ways through life: the way of
nature, and the way of Grace. You have to choose which one you'll
follow.
Jack: Father, Mother. Always you wrestle inside me. Always you will.
Jack: [whispered voice over] Brother. Mother. It was they that lead me
to your door.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Last Night
Um clássico. O drama da infidelidade e da insegurança de um jovem casal
supostamente estável e feliz, revisto por Massy Tadjedin (o realizador)
na sua primeira longa metragem. Um argumento que promove um exercicio
interessante ao espectador, criando a expectativa do próximo passo.
Durante o filme, que pode-se dividir em 2 partes, desenrola-se entre a
primeira noite onde acentua a desconfiança e a insegurança de uma relação e
onde todas as perguntas são colocadas independentemente da ausência de
resposta ou não. Uma segunda parte, na segunda noite, onde se espera que
tudo aconteça independente do que os leva a trair ou a confiar. No fim,
o ultimo momento deixa a dúvida de como esta ultima noite irá terminar no
dia seguinte.
Citações:
Joanna: I think, maybe I've never wanted this to change.
Everything changes, but still hasn't.
Not for me. I've learned a lesson.
I've saw you this morning,
and in the middle of most nights when I can't sleep,
I still replay you.
supostamente estável e feliz, revisto por Massy Tadjedin (o realizador)
na sua primeira longa metragem. Um argumento que promove um exercicio
interessante ao espectador, criando a expectativa do próximo passo.
Durante o filme, que pode-se dividir em 2 partes, desenrola-se entre a
primeira noite onde acentua a desconfiança e a insegurança de uma relação e
onde todas as perguntas são colocadas independentemente da ausência de
resposta ou não. Uma segunda parte, na segunda noite, onde se espera que
tudo aconteça independente do que os leva a trair ou a confiar. No fim,
o ultimo momento deixa a dúvida de como esta ultima noite irá terminar no
dia seguinte.
Citações:
Joanna: I think, maybe I've never wanted this to change.
Everything changes, but still hasn't.
Not for me. I've learned a lesson.
I've saw you this morning,
and in the middle of most nights when I can't sleep,
I still replay you.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Source Code
Uma ficção que entrega-nos ao mundo dos universos paralelos, e a sempre dúvida que assiste-nos sobre a alteração do curso da história se mudarmos algo referente ao universo original.
O realizador Duncan Jones, à medida que o filme vai crescendo de conteúdo, filma os 8 minutos antes de uma explosão que envolve dois combóios várias vezes, repetidamente e sempre num único conjunto de cenários, até conseguir definir a história do filme. Ao espectador fica a sensação de que nunca mais saímos do mesmo, mas por outro lado estamos agarrados à história porque ela nos vai dando pistas sobre o atentado.
No final a ultima sequência filmada, deixa a dúvida sobre qual o universo paralelo que prevaleceu. Um excelente final que nos deixa a pensar sobre as consequências na alteração de universos.
Um bom filme para se ver, e para se tentar descobrir o que está mais além do nosso universo.
Citações:
Colter Stevens: What would you do if you knew you only had one minute to live?
Christina Warren: I'd make those seconds count.
Colter Stevens: I'd kiss you again.
Christina Warren: Again?
O realizador Duncan Jones, à medida que o filme vai crescendo de conteúdo, filma os 8 minutos antes de uma explosão que envolve dois combóios várias vezes, repetidamente e sempre num único conjunto de cenários, até conseguir definir a história do filme. Ao espectador fica a sensação de que nunca mais saímos do mesmo, mas por outro lado estamos agarrados à história porque ela nos vai dando pistas sobre o atentado.
No final a ultima sequência filmada, deixa a dúvida sobre qual o universo paralelo que prevaleceu. Um excelente final que nos deixa a pensar sobre as consequências na alteração de universos.
Um bom filme para se ver, e para se tentar descobrir o que está mais além do nosso universo.
Citações:
Colter Stevens: What would you do if you knew you only had one minute to live?
Christina Warren: I'd make those seconds count.
Colter Stevens: I'd kiss you again.
Christina Warren: Again?
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sucker Punch - Mundo Surreal
Aquilo que sempre acreditei, tudo o que gira à nossa volta, as dificuldades que nos deparam, são apenas medos que construímos dentro de nós.
A honra, vai para quem luta contra esses medos, com as próprias armas ... aquelas em que cada um acredita.
A dignidade, vai para quem acredita que a luta é verdadeira, e que esses medos, serão os mesmos que irão valorizar a vida por que lutamos.
Um filme com uma mensagem forte, envolto num mundo surreal, mas muito real na medida que os nossos sonhos invariavelmente acontecem em mundos surreais, e além da mensagem, é visualmente muito atractivo com uma grande criatividade na construção dos ambientes, variando entre aviões-bombardeiros, e dragões voadores.
Muito boa também é a banda sonora, sempre a acompanhar o filme de inicio ao fim.
Os primeiros 6 minutos são uma excelente apresentação para o que vai acontecer no resto do filme.
Aqui ficam eles ...
Quotes:
Sweet Pea: Everyone has an Angel. A Guardian who watches over us. We can't know what form they'll take One day, Old man, Next day, Little girl. But don't let appearances fool you, They can be as fierce as any dragon. Yet they're not here to fight our battles. But to whisper from our hearts. Reminding that it's us. Its everyone of us who holds power over the world we create.
Sweet Pea: You can deny angels exist, Convince ourselves they can't be real. But they show up anyway, at strange places and at strange times. They can speak through any character we can imagine. They'll shout through demons if they have to. Daring us, challenging us to fight.
Sweet Pea: Who honors those we love for the very life we live? Who sends monsters to kill us. And at the same time, things that will never die. Who teaches us whats real, and how to laugh at lies. Who decides why we live, and what we'll die to defend. Who trains us, and who holds the key to set us free. It's you. You have all the weapons you need. Now fight!
A honra, vai para quem luta contra esses medos, com as próprias armas ... aquelas em que cada um acredita.
A dignidade, vai para quem acredita que a luta é verdadeira, e que esses medos, serão os mesmos que irão valorizar a vida por que lutamos.
Um filme com uma mensagem forte, envolto num mundo surreal, mas muito real na medida que os nossos sonhos invariavelmente acontecem em mundos surreais, e além da mensagem, é visualmente muito atractivo com uma grande criatividade na construção dos ambientes, variando entre aviões-bombardeiros, e dragões voadores.
Muito boa também é a banda sonora, sempre a acompanhar o filme de inicio ao fim.
Os primeiros 6 minutos são uma excelente apresentação para o que vai acontecer no resto do filme.
Aqui ficam eles ...
Quotes:
Sweet Pea: Everyone has an Angel. A Guardian who watches over us. We can't know what form they'll take One day, Old man, Next day, Little girl. But don't let appearances fool you, They can be as fierce as any dragon. Yet they're not here to fight our battles. But to whisper from our hearts. Reminding that it's us. Its everyone of us who holds power over the world we create.
Sweet Pea: You can deny angels exist, Convince ourselves they can't be real. But they show up anyway, at strange places and at strange times. They can speak through any character we can imagine. They'll shout through demons if they have to. Daring us, challenging us to fight.
Sweet Pea: Who honors those we love for the very life we live? Who sends monsters to kill us. And at the same time, things that will never die. Who teaches us whats real, and how to laugh at lies. Who decides why we live, and what we'll die to defend. Who trains us, and who holds the key to set us free. It's you. You have all the weapons you need. Now fight!
quinta-feira, 25 de março de 2010
Shutter Island
Um filme dificil, que chega de uma forma gótica e envolto de loucura.
É dificil, porque quaisquer que sejam as nossas interpretação ao enredo nunca chegaremos a conclusão nenhuma, há sempre uma contradição entre o que viamos e o que nos foi apresentado no final. Por isso considero-o de dificil realização, e dificil para o espectador no que em acreditar.
De certa forma somos todos um pouco loucos, não ao ponto de irmos parar a uma instituição psiquiatrica mas numa loucura "soft", e a questão é: será que admitimos essa loucura?
Dois momentos. O primeiro quando chegamos aos portões da instituição e vamos caminhando compassadamente até parar quando os portões abrem. Uma música de fundo a aumentar o ritmo e de intensidade e o nosso coração a bater e a adrenaliza a subir.
O segundo, quando no final o Leonardo di Caprio, depois das reviravoltas todas, fala com o psiquiatra/colega e volta novamente a criar a dúvida do que tinhamos visto.
De resto, uma banda sonora muito boa, e um diCaprio que falta um pouco para criar a tensão necessária a estes filmes.
É dificil, porque quaisquer que sejam as nossas interpretação ao enredo nunca chegaremos a conclusão nenhuma, há sempre uma contradição entre o que viamos e o que nos foi apresentado no final. Por isso considero-o de dificil realização, e dificil para o espectador no que em acreditar.
De certa forma somos todos um pouco loucos, não ao ponto de irmos parar a uma instituição psiquiatrica mas numa loucura "soft", e a questão é: será que admitimos essa loucura?
Dois momentos. O primeiro quando chegamos aos portões da instituição e vamos caminhando compassadamente até parar quando os portões abrem. Uma música de fundo a aumentar o ritmo e de intensidade e o nosso coração a bater e a adrenaliza a subir.
O segundo, quando no final o Leonardo di Caprio, depois das reviravoltas todas, fala com o psiquiatra/colega e volta novamente a criar a dúvida do que tinhamos visto.
De resto, uma banda sonora muito boa, e um diCaprio que falta um pouco para criar a tensão necessária a estes filmes.
terça-feira, 23 de março de 2010
Amar... É Complicado!
Amar é complicado ... e desamar é complicado?
Um filme standardizado, monótono e com alguma graça.
De diferente e algo interessante, a perspectiva de como a ex-mulher ser a amante do ex-marido.
Depois, fiquei com a vontade de experimentar fazer croissantes caseiros.
Um filme standardizado, monótono e com alguma graça.
De diferente e algo interessante, a perspectiva de como a ex-mulher ser a amante do ex-marido.
Depois, fiquei com a vontade de experimentar fazer croissantes caseiros.
domingo, 21 de março de 2010
Alice no País das Maravilhas
Sabemos de antemão que qualquer filme de Tim Burton no apareça, vamos encontrar algo de novo.
Gostei do filme, mas não estava à espera de sair da sala e ter pouca coisa nova para contar. Antes de mais, temos de saber que este Alice no país das maravilhas, é uma adaptação de um conto de Lewis Carrol, e por si só somos obrigados a levar com a mesma história novamente. Não vejo mal, até porque estamos a usar uma fórmula(neste caso historia) que está mais que provada que resulta. Mas mesmo assim, Burton procurou mudar algo.
Fez crescer a Alice em 13 anos, e fez com que ela aparece no suposto país das maravilhas anos mais tarde a fim de derrotar o malvado dragão da corte da rainha de copas.
E supostamente o pais das maravilhas, tornou-se o pais do caos e confusão. Lembro da série de animação dos anos 80, em que de facto o pais era um pais de maravilhas, com alguns maus da fita é certo, mas não tinha o ar de terra malvada que este tem. Bom mas isto teria uma justificação, porque o argumento da historia baseava-se na na Alice vir salvar o pais da opressão da rainha de copas.
No fim, com isto tudo acabou por tornar-se numa historia banal e com pouco sentido de aventura, ao contrário do que acontecia (pelo menos) na série de desenhos animados cada vez que a Alice caía no buraco do coelho.
De outra forma, é sempre interessante ver as personagens recriadas por Johnny Deep ou Helen Bohan Carter em filmes de Burton. A rainha de copas está genial!!
Gostei do filme, mas não estava à espera de sair da sala e ter pouca coisa nova para contar. Antes de mais, temos de saber que este Alice no país das maravilhas, é uma adaptação de um conto de Lewis Carrol, e por si só somos obrigados a levar com a mesma história novamente. Não vejo mal, até porque estamos a usar uma fórmula(neste caso historia) que está mais que provada que resulta. Mas mesmo assim, Burton procurou mudar algo.
Fez crescer a Alice em 13 anos, e fez com que ela aparece no suposto país das maravilhas anos mais tarde a fim de derrotar o malvado dragão da corte da rainha de copas.
E supostamente o pais das maravilhas, tornou-se o pais do caos e confusão. Lembro da série de animação dos anos 80, em que de facto o pais era um pais de maravilhas, com alguns maus da fita é certo, mas não tinha o ar de terra malvada que este tem. Bom mas isto teria uma justificação, porque o argumento da historia baseava-se na na Alice vir salvar o pais da opressão da rainha de copas.
No fim, com isto tudo acabou por tornar-se numa historia banal e com pouco sentido de aventura, ao contrário do que acontecia (pelo menos) na série de desenhos animados cada vez que a Alice caía no buraco do coelho.
De outra forma, é sempre interessante ver as personagens recriadas por Johnny Deep ou Helen Bohan Carter em filmes de Burton. A rainha de copas está genial!!
sábado, 20 de março de 2010
me@Monstra - Competicao 5
Cinema de animação também pode/deve fazer rir, e extrapolar tudo o que é considerado normal, sobre todas as formas possíveis e imaginárias.
quinta-feira, 18 de março de 2010
me@Monstra - Competicao 3
Orgesticulanismus, de Mathieu Balaye. Bélgica
Por vezes, no cinema de animação é dificil transmitir a emoção. De entre várias formas e técnicas, acompanhar um ritmo musical é das coisas mais espectaculares em que podemos trabalhar. Haja capacidade para compreender a música e conseguir-mos expressar (na animação) o que sentimos (da música).
Por vezes, no cinema de animação é dificil transmitir a emoção. De entre várias formas e técnicas, acompanhar um ritmo musical é das coisas mais espectaculares em que podemos trabalhar. Haja capacidade para compreender a música e conseguir-mos expressar (na animação) o que sentimos (da música).
quarta-feira, 17 de março de 2010
me@Monstra - Competicao 2
O poder da animação à exploração máxima de criatividade. A partir deste pressuposto, no filme "Rachas" de Alexis Ducord & Nicolas Pawlowski, mereceu-me a nota máxima, 5 valores.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Consultorios de Deus
Um filme género documentário, que nos conta várias historias sobre um consultorio de aconselhamento familiar ficcionado a partir de casos reais.
Basicamente centra-se no universo das mulheres, sobre a contracepção, a gravidez e o aborto.
Pontos de interesse, perceber e reflectir como entre as nossas sociedades (quer culturais quer religiosas), estes temas permanecem como tabus entre pais e filhos e não há uma educação sexual criada em casa, obrigando os adolescentes a recorrerem a "estranhos" para retirar as suas dúvidas.
Um filme bem estruturado. Inicialmente aborda a contracepção, entrando em várias situações que as jovens procuram saber como utilizar a contracepção.
Depois, a forma como a gravidez/virgindade é encarada por diferentes tipos de pessoas. Finalmente, e entre vários cenários, como tema de fundo, o aborto. Acrescentaria mais, o aborto como solução para um problema.
Quanto ao filme, interessante como as actrizes se transformam em pessoas normais, deixando a representação para trás e passando basicamente a serem os ouvidos, e por outro lado, temos as pacientes que são pessoas sem formação de representação onde são obrigadas a efectuar representação dos vários casos.
Nota negativa, para o som que me arrepiava as entranhas. Acho que aquilo estava numa frequência mais acima do que o normal.
Basicamente centra-se no universo das mulheres, sobre a contracepção, a gravidez e o aborto.
Pontos de interesse, perceber e reflectir como entre as nossas sociedades (quer culturais quer religiosas), estes temas permanecem como tabus entre pais e filhos e não há uma educação sexual criada em casa, obrigando os adolescentes a recorrerem a "estranhos" para retirar as suas dúvidas.
Um filme bem estruturado. Inicialmente aborda a contracepção, entrando em várias situações que as jovens procuram saber como utilizar a contracepção.
Depois, a forma como a gravidez/virgindade é encarada por diferentes tipos de pessoas. Finalmente, e entre vários cenários, como tema de fundo, o aborto. Acrescentaria mais, o aborto como solução para um problema.
Quanto ao filme, interessante como as actrizes se transformam em pessoas normais, deixando a representação para trás e passando basicamente a serem os ouvidos, e por outro lado, temos as pacientes que são pessoas sem formação de representação onde são obrigadas a efectuar representação dos vários casos.
Nota negativa, para o som que me arrepiava as entranhas. Acho que aquilo estava numa frequência mais acima do que o normal.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Um Homem Singular
A primeira realização do estilista Tom Ford.
Aprecio a forma como quem nos conta histórias, nos faz prender a atenção. É a narrativa que nos apaixona, são as expressões do narrador que nos fixam o olhar, ou a história da história que nos agarra, ou são os próprios personagens com que nos identificamos e que nos focalizamos nas suas vidas.
Tom Ford, consegui isto, manteve-nos agarrados àquele ultimo dia de George Falconer desde o principio ao fim. Desde o momento que percebemos que a vida dele já não tem sentido sem o seu grande amor, passando pelas memórias que pretendia guardar para sempre, até ao seu ultimo momento, a morte. Excelente na forma como vivemos esse ultimo dia da vida de George Falconer, quando sabemos que tudo vai acabar e nunca mais acaba, porque há mais uma memória para lembrar, uma mais pessoa para encontrar e falar, desabafar, procurar carinho, e um gesto para dar como se fosse o último (e nós sabemos que é o ultimo).
São os momentos deste filme que nos prendem, momentos que nos controlam as emoções, do vermelho por-do-sol, de paixao, do azul tranquilidade, de morte, o amarelo de uma normalidade anormal, e fazem-se sentir ao longo do filme, expondo-nos, transpondo-nos e identificando-nos.
E Tom Ford executa isto, na medida que por cada momento que representa um estado de emoção, aplica um filtro de cor, centrando e ambientando o espectador à reacção pretendida. Uma fotografia brilhante dos anos 60, desgastada sem ser granulada, e com uma profundidade de campo tornando a personagem principal o nosso foco, torna este filme interessante tecnicamente.
Um Colin Firth de interpretação excelente, mas genial está a Julianne Moore numa personagem dificil. Angustiada sem o demonstrar, alegre sendo infeliz, mas controlando a inveja que sente da felicidade dos outros, ela própria o admite no filme. Uma personagem omnipresente na vida singular de George Falconer.
Um filme que serve de reflexão. Do medo, da morte, da vida.
Citações:
George: For the first time in my life I can't see my future. Everyday goes by in a haze, but today I have decided will be different.
Aprecio a forma como quem nos conta histórias, nos faz prender a atenção. É a narrativa que nos apaixona, são as expressões do narrador que nos fixam o olhar, ou a história da história que nos agarra, ou são os próprios personagens com que nos identificamos e que nos focalizamos nas suas vidas.
Tom Ford, consegui isto, manteve-nos agarrados àquele ultimo dia de George Falconer desde o principio ao fim. Desde o momento que percebemos que a vida dele já não tem sentido sem o seu grande amor, passando pelas memórias que pretendia guardar para sempre, até ao seu ultimo momento, a morte. Excelente na forma como vivemos esse ultimo dia da vida de George Falconer, quando sabemos que tudo vai acabar e nunca mais acaba, porque há mais uma memória para lembrar, uma mais pessoa para encontrar e falar, desabafar, procurar carinho, e um gesto para dar como se fosse o último (e nós sabemos que é o ultimo).
São os momentos deste filme que nos prendem, momentos que nos controlam as emoções, do vermelho por-do-sol, de paixao, do azul tranquilidade, de morte, o amarelo de uma normalidade anormal, e fazem-se sentir ao longo do filme, expondo-nos, transpondo-nos e identificando-nos.
E Tom Ford executa isto, na medida que por cada momento que representa um estado de emoção, aplica um filtro de cor, centrando e ambientando o espectador à reacção pretendida. Uma fotografia brilhante dos anos 60, desgastada sem ser granulada, e com uma profundidade de campo tornando a personagem principal o nosso foco, torna este filme interessante tecnicamente.
Um Colin Firth de interpretação excelente, mas genial está a Julianne Moore numa personagem dificil. Angustiada sem o demonstrar, alegre sendo infeliz, mas controlando a inveja que sente da felicidade dos outros, ela própria o admite no filme. Uma personagem omnipresente na vida singular de George Falconer.
Um filme que serve de reflexão. Do medo, da morte, da vida.
Citações:
George: For the first time in my life I can't see my future. Everyday goes by in a haze, but today I have decided will be different.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
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