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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Bonsái

Antes de entrarmos na história, já sabemos o final. Pergunto-me então para que quero saber da história?
Mas será que isso interessava saber?

Foi uma abordagem cruel.
Assim sem contemplações, escarrapachado no écran somos informados, sem sabermos quem eram Emilia e Julio, que Julio vivia e Emilia morria no final do filme.

Bonsai, é um filme que assenta numa história do primeiro grande amor, simples e quotidiano. Algo que facilmente podemos dizer que "Epá ... podia ter acontecido comigo naquela altura ... e tal".
Pode ser aquela história que nos fez ficar de telefone na mão com o coração aos pulos, por ansiosidade, ou quando nos remeteu às voltas sem destino, de profunda tristeza.

O filme é todo uma viagem entre um passado e um presente, entre a ficção de personagens sem nome e a realidade de quando o passado se cruza connosco no meio da rua.

É o nosso destino, ter um passado e um presente e de quando em vez isto cruzar-se no nosso caminho para lamentarmos o que aconteceu, ou sorrir com o que construimos.

No final, apenas ficamos a saber quem foi Emilia, e quem é Julio. Mas desconhecemos o futuro dele, de outros e o nosso. É o destino.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Consultorios de Deus

Um filme género documentário, que nos conta várias historias sobre um consultorio de aconselhamento familiar ficcionado a partir de casos reais.
Basicamente centra-se no universo das mulheres, sobre a contracepção, a gravidez e o aborto.
Pontos de interesse, perceber e reflectir como entre as nossas sociedades (quer culturais quer religiosas), estes temas permanecem como tabus entre pais e filhos e não há uma educação sexual criada em casa, obrigando os adolescentes a recorrerem a "estranhos" para retirar as suas dúvidas.
Um filme bem estruturado. Inicialmente aborda a contracepção, entrando em várias situações que as jovens procuram saber como utilizar a contracepção.
Depois, a forma como a gravidez/virgindade é encarada por diferentes tipos de pessoas. Finalmente, e entre vários cenários, como tema de fundo, o aborto. Acrescentaria mais, o aborto como solução para um problema.

Quanto ao filme, interessante como as actrizes se transformam em pessoas normais, deixando a representação para trás e passando basicamente a serem os ouvidos, e por outro lado, temos as pacientes que são pessoas sem formação de representação onde são obrigadas a efectuar representação dos vários casos.

Nota negativa, para o som que me arrepiava as entranhas. Acho que aquilo estava numa frequência mais acima do que o normal.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Anjos e Demónios

Li os Anjos e Demónios e em seguida o Código DaVinci. Acabei por gostar mais do primeiro. Com expectativa queria ver o filme e de certa maneira concretizar as imagens que tinha na minha imaginação. Embora já tenha lido o livro a algum tempo, creio que o filme está muito fiel ao livro ... mas não tenciono voltar a ler tão brevemente.
Adoro saber, os "porquês", perceber quem são os Illuminatti, ou as teorias que eles defendiam e como defendiam. A forma como aparecem na história mundial e as coisas que fazem são absolutamente fantásticas. Entre a criação e manifestações sob a forma de elementos artísticos, fazendo com que o significado deles seja mais do que a simples beleza inerente, e a simbologia da razão dos mesmo existirem é fantástica.
De facto, viveram-se eras de grandes Homens que deixaram, com a sua inteligência e arte, todo o seu legado.

Um dia quem sabe havemos de saber toda a história das pinturas da capela sistina. (;-))

Citações:
Cardinal Strauss: Religion is flawed because man is flawed.

domingo, 17 de maio de 2009

Almoço de 15 de Agosto

Um filme sobre "nada".
E se o "nada" for ter que ficar num feriado a fazer o almoço para 4 velhotas e elas no final sentirem-se felizes, então este é um "nada" de muito valor.

Sabe a Itália. Sem a visitar-mos e mesmo entre os planos fechados da casa de Roma, faz-nos viajar até chegar lá.

Nota para a tradução:
- Como é possível uma tradução, traduzir "D'Artagnan" para "Dartacão"??!!!? ... que parolice!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Wrestler

Um filme que fala do passado. Das pessoas que não evoluem com os tempos e deixam-se ficar presos ao passado, e não souberam encontrar novas coisas boas.
É este o principio da decadência, quando envelhecemos e não soubermos ver o que está à nossa volta.
É assim, que não nos permitimos olhar para a frente, e só olhamos para o passado.
Não faz sentido.

Penso que a actuação do Mickey Rourke, não foi assim tão especial, ao ponto de entrar para a corrida aos óscares de melhor actor. Acredito que muito marketing por trás disto tenha resultado num excesso na crítica à sua performance.
Gostei mais de ver a Marisa Tomei num papel secundário, mas de grande qualidade.

Sobre este tipo de filmes, que se leva ao extremo a capacidade de uma pessoa, usando a luta livre, o boxe, ou qualquer outro desporto, a fim de se morrer em actuação, justificando a paixão por qualquer coisa, não há filme melhor que "The Champion" algures de 1980 e qualquer coisa.

Depois, uma coisa que não percebo e nunca deverei perceber. Qual o fascinio por aquela coisa de "luta livre combinada"?


Citações:
Randy 'The Ram' Robinson: And now, I'm an old broken down piece of meat... and I'm alone. And I deserve to be alone. I just don't want you to hate me.

terça-feira, 10 de março de 2009

Imagens de Palermo

Um titulo sugestivo e um trailer intenso, deliciaram-me na perspectiva de um bom filme. Não gostei. Um filme surreal, sobre a vida perseguida pela Morte, ou seria a vida a querer escapar à Morte? Algo confuso e ainda com diálogos fracos. Interessante no ponto de vista cultural, sobre a cidade de Palermo e os seus frescos.

Para apreciadores de Wim Wenders, este Imagens de Palermo, poderá ter outra dimensão.

Para apreciadores de fotografia, eu queria mesmo muito ter uma máquina 360º como a que o tipo tinha no filme, e também uma Leika. Um dia, talvez!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Crepúsculo

É um filme de vampiros, logo eu estaria entusiasmado em ver este filme. Tenho saudades dos Vampiros de Carpenter, ou de um Conde Drácula, que fazem temer a nós próprios ou fazem querermos ser imortais para amar, e encontrar o erotismo na mordidela de um pescoço.

Mas acabou por ser um filme diferente. Os vampiros deixaram de viver na penumbra, deixaram de ter medo de morrer(mesmo sendo imortais), passaram a coexistir entre nós e criando o conceito de "happy-family". Podemos encontrar nestes vampiros algo de diferente, e que de facto são, mas para ser vampiro, é preciso morder e estes não morderam ... bolas!!

Talvez, quando os teenagers crescerem, então talvez possam morder ... vou esperar, ou talvez a leitura do livro Twilight de Stephanie Meyer me dê outra dimensão à coisa.

Havia uma banda sonora por trás, pouco perceptível, mas interessante.

Gostei imenso de um plano espectacular, em cima das árvores, sobre a região de Forks-Washington

Citações:
Edward Cullen: And so the lion fell in love with the lamb.
Isabella Swan: What a stupid lamb.
Edward Cullen: What a sick, masochistic lion.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Reviver o passado em Brideshead Reviver o Passado em Brideshead

NOTA: Não ir ver os filmes na mesma semana de estreia!!!

Da outra vez foram as pitas matraqueiras. Desta vez foram os velhos chatos.
Chegam atrasados, são lentos a sentar, fazem barulhos estranhos durante o filme, levantam-se para sair, voltam outra vez, levam sacos plásticos com as compras de natal e mexem esses mesmos sacos de plásticos como se tivessem pipocas na mão, ... sei lá mais o quê!!

Quanto ao filme propriamente dito.
Gosto imenso de filmes de época, e esta foi uma das razões porque estava interessado em ver este filme. Imaginar aquelas paisagens inglesas e contemplar cenários simplesmente belos, é como diz um dos personagens no meio do filme sobre a casa de Brideshead, "It's magnificent".

Mas de um modo geral o filme desanimou-me. Faltou prender o espectador ao enredo, faltou a paixão que serve de fundo àquele cenário "very british". Algures no filme, a acção passa por Veneza, e julguei que a paixão que faltava pudesse ser envolvida nesse cenário, mas ficou tudo no ar sem se conseguir passar para a tela.

E depois no final, reviver Brideshead, foi qualquer coisa como voltar à casa antiga e a única memória foi a visita à capela velha.

Citações:

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O Segredo de um Cuscuz

A história de uma familia de origem magrebina, no sul de França.
Um pai afastado da familia, que luta por uma vida nova. Procura, depois do seu despedimento, seguir o sonho de um restaurante dentro de um barco. A sua familia, os seus filhos, ajudam-no a lutar por esse desejo. Quando por fim chega a noite da inauguração, tudo acontece-lhe.

Tudo gira à volta de um prato de Cuscuz de Peixe. Delicioso. A mesma familia, reúne-se ao domingo para apreciar esse prato característico de terras magrebinas. Evoca-se a cultura, a religião, o espírito, à volta da mesa. Fala-se alto, grita-se, ri-se, chora-se, como em todas as familias. Sente-se a raiva, e o amor. Onde existe algum carinho, vislumbra-se também a tristeza. Há depois a entreajuda de todos em nome do Cuscuz de Peixe, pena que depois há as "ovelhas negras".

O pai, Slimane, absorve todas as tristezas e crueldades que lhe surjem à frente. Com ar de sofreguidão continua o seu caminho, guardando num silêncio uno toda a sua angústia e dor.

De uma realização muito terra a terra, de Abdel Kechiche, conseguimos perceber perfeitamente como uma familia magrebina se comporta entre os seus.

Uma banda sonora para prestar atenção.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

My Blueberry Nights - O Sabor do Amor

Talvez um 'dejá vu' de "Lost in Translation", mas na américa, pelo facto de encontrarmos pessoas à deriva consigo próprias.

Norah Jones (a cantora sim), a refazer-se de um desgosto amoroso, encontra refúgio num café nova-iorquino e faz amizade com o gerente do café, e ambos terminam as noites a comer a tarte que sobra e mais ninguém come no café. Tarte de Mirtilos, com gelado.

Entre conversas sobre chaves que resumem histórias de pessoas, e a necessidade de viajar o mais longe possível e encontrar gente nova, com novos horizontes, para no final perceber que quem procura está naquele café, ao sabor de uma tarte de mirtilo.

Precisamos de nos perder para nos encontrarmos, e não perder as chaves para que consigamos abrir as portas fechadas.

A Norah Jones, notou-se que ainda não tem a "escola" de representação, sendo muito estática (não consigo arranjar melhor termo, para dizer que não está à vontade na representação), ao contrário de uma Rachel Weisz fatal que deslumbra na primeira aparição no filme.


Citações:
Katya: Sometimes, even if you have the keys those doors still can't be opened. Can they?
Jeremy: Even if the door is open, the person you're looking for may not be there, Katya.

Elizabeth: It took me nearly a year to get here. It wasn't so hard to cross that street after all, it all depends on who's waiting for you on the other side.

domingo, 6 de abril de 2008

10 000 A.C.

Há filmes que foram feitos para não serem levados a sério.
Em vez de à 10000 anos atrás, imaginei-me sim daqui a 10000 anos, mas em que a evolução da espécie humana regrediu, possivelmente devido a alguma limitação nossa algures no tempo. Depois também apareceram os animais de antigamente, mamutes, dentes-de-sabre, aves gigantescas, etc,.... , e voltou tudo à estaca zero. Ganda chatice, né!!

Este filme conta uma história de heróis, reconhecidos através de premonições e em crenças na salvação dos povos através desses mesmos heróis. Depois há a miúda gira que morre mas não morre, ou o herói que é herói sem saber como, ou então perseguições entre as patas dos mamutes sem que haja esmagamentos ou coisa parecida.

Eventualmente ainda podemos associar alguma das partes do filme, a certos momentos da nossa história mundial, mas nada para levar muito a sério.

sábado, 22 de março de 2008

O Amor nos Tempos de Cólera

Eu acho mesmo que o melhor é ler o livro. Terá concerteza mais ilusão do que ver a ilusão daquela história de amor.

Do resto, uma boa fotografia e imagens interessantes de uma Colômbia que desconhecemos. Talvez mais um país a juntar à lista de locais a visitar um dia.

Citações:
Florentino Ariza: Shoot me. There is no greater glory than to die for love.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

No Vale de Elah

Não fiquei deslumbrado com este filme, e tenho poucas palavras (ou quase nenhumas) para escrever. Talvez consiga dizer alguma palavra sobre a Charlize. A rapariga mesmo sem maquiagem é linda, e mainada.

Citações:
Det. Emily Sanders: And so David went down into the valley to challenge Goliath...
David Sanders: D'you think he was scared Mom?
Det. Emily Sanders: Yes. I think he was scared.