Antes de entrarmos na história, já sabemos o final. Pergunto-me então para que quero saber da história?
Mas será que isso interessava saber?
Foi uma abordagem cruel.
Assim
sem contemplações, escarrapachado no écran somos informados, sem
sabermos quem eram Emilia e Julio, que Julio vivia e Emilia morria no
final do filme.
Bonsai, é um filme que assenta numa história do primeiro grande
amor, simples e quotidiano. Algo que facilmente podemos dizer que "Epá
... podia ter acontecido comigo naquela altura ... e tal".
Pode ser
aquela história que nos fez ficar de telefone na mão com o coração aos
pulos, por ansiosidade, ou quando nos remeteu às voltas sem destino, de
profunda tristeza.
O filme é todo uma viagem entre um passado e um presente, entre a
ficção de personagens sem nome e a realidade de quando o passado se
cruza connosco no meio da rua.
É o nosso destino, ter um passado e
um presente e de quando em vez isto cruzar-se no nosso caminho para
lamentarmos o que aconteceu, ou sorrir com o que construimos.
No final, apenas ficamos a saber quem foi Emilia, e quem é Julio. Mas desconhecemos o futuro dele, de outros e o nosso. É o destino.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Source Code
Uma ficção que entrega-nos ao mundo dos universos paralelos, e a sempre dúvida que assiste-nos sobre a alteração do curso da história se mudarmos algo referente ao universo original.
O realizador Duncan Jones, à medida que o filme vai crescendo de conteúdo, filma os 8 minutos antes de uma explosão que envolve dois combóios várias vezes, repetidamente e sempre num único conjunto de cenários, até conseguir definir a história do filme. Ao espectador fica a sensação de que nunca mais saímos do mesmo, mas por outro lado estamos agarrados à história porque ela nos vai dando pistas sobre o atentado.
No final a ultima sequência filmada, deixa a dúvida sobre qual o universo paralelo que prevaleceu. Um excelente final que nos deixa a pensar sobre as consequências na alteração de universos.
Um bom filme para se ver, e para se tentar descobrir o que está mais além do nosso universo.
Citações:
Colter Stevens: What would you do if you knew you only had one minute to live?
Christina Warren: I'd make those seconds count.
Colter Stevens: I'd kiss you again.
Christina Warren: Again?
O realizador Duncan Jones, à medida que o filme vai crescendo de conteúdo, filma os 8 minutos antes de uma explosão que envolve dois combóios várias vezes, repetidamente e sempre num único conjunto de cenários, até conseguir definir a história do filme. Ao espectador fica a sensação de que nunca mais saímos do mesmo, mas por outro lado estamos agarrados à história porque ela nos vai dando pistas sobre o atentado.
No final a ultima sequência filmada, deixa a dúvida sobre qual o universo paralelo que prevaleceu. Um excelente final que nos deixa a pensar sobre as consequências na alteração de universos.
Um bom filme para se ver, e para se tentar descobrir o que está mais além do nosso universo.
Citações:
Colter Stevens: What would you do if you knew you only had one minute to live?
Christina Warren: I'd make those seconds count.
Colter Stevens: I'd kiss you again.
Christina Warren: Again?
quinta-feira, 25 de março de 2010
Shutter Island
Um filme dificil, que chega de uma forma gótica e envolto de loucura.
É dificil, porque quaisquer que sejam as nossas interpretação ao enredo nunca chegaremos a conclusão nenhuma, há sempre uma contradição entre o que viamos e o que nos foi apresentado no final. Por isso considero-o de dificil realização, e dificil para o espectador no que em acreditar.
De certa forma somos todos um pouco loucos, não ao ponto de irmos parar a uma instituição psiquiatrica mas numa loucura "soft", e a questão é: será que admitimos essa loucura?
Dois momentos. O primeiro quando chegamos aos portões da instituição e vamos caminhando compassadamente até parar quando os portões abrem. Uma música de fundo a aumentar o ritmo e de intensidade e o nosso coração a bater e a adrenaliza a subir.
O segundo, quando no final o Leonardo di Caprio, depois das reviravoltas todas, fala com o psiquiatra/colega e volta novamente a criar a dúvida do que tinhamos visto.
De resto, uma banda sonora muito boa, e um diCaprio que falta um pouco para criar a tensão necessária a estes filmes.
É dificil, porque quaisquer que sejam as nossas interpretação ao enredo nunca chegaremos a conclusão nenhuma, há sempre uma contradição entre o que viamos e o que nos foi apresentado no final. Por isso considero-o de dificil realização, e dificil para o espectador no que em acreditar.
De certa forma somos todos um pouco loucos, não ao ponto de irmos parar a uma instituição psiquiatrica mas numa loucura "soft", e a questão é: será que admitimos essa loucura?
Dois momentos. O primeiro quando chegamos aos portões da instituição e vamos caminhando compassadamente até parar quando os portões abrem. Uma música de fundo a aumentar o ritmo e de intensidade e o nosso coração a bater e a adrenaliza a subir.
O segundo, quando no final o Leonardo di Caprio, depois das reviravoltas todas, fala com o psiquiatra/colega e volta novamente a criar a dúvida do que tinhamos visto.
De resto, uma banda sonora muito boa, e um diCaprio que falta um pouco para criar a tensão necessária a estes filmes.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Inimigos Públicos
De Michael Mann, a história de Jonh Dillinger, um inteligente criminoso dos anos 30. Bom filme para se ver, sem ser um grande filme.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Amazing Grace
Já foi a algum tempo que não sei o que dizer, mas está mais fresco que o anterior.
Um filme de época. Excelente a reconstruição da Inglaterra do século XVIII. Em forma de retrato, viajamos até percebermos como aquela sociedade vivia e como sobrevivia.
Conta-nos a história de um deputado inglês que lutou contra a abolição da escravatura durante a sua vida, pondo de lado inclusivé a sua saúde própria.
Não gostei de ver como a camera, constantemente invadia personagem do William Wilberforce, mantendo-o constantemente a sua figura no plano de écran.
Citações:
William Wilberforce: Remember that God made men equal.
Um filme de época. Excelente a reconstruição da Inglaterra do século XVIII. Em forma de retrato, viajamos até percebermos como aquela sociedade vivia e como sobrevivia.
Conta-nos a história de um deputado inglês que lutou contra a abolição da escravatura durante a sua vida, pondo de lado inclusivé a sua saúde própria.
Não gostei de ver como a camera, constantemente invadia personagem do William Wilberforce, mantendo-o constantemente a sua figura no plano de écran.
Citações:
William Wilberforce: Remember that God made men equal.
segunda-feira, 2 de março de 2009
O Leitor
Uma história de segredos, capaz de nos fazer questionar as nossas vergonhas. Uma mulher que é analfabeta e um caso de paixão nunca serão comparáveis a um genocídio mundial, por isso mesmo dificilmente poderemos imaginar o que desta 'vergonha' definiu 2 vidas. Inquietante, saber que não sabemos por ignorância. Perturbante, sabermos coisas demais sem as poder revelar.
De facto um bom filme, com uma excelente interpretação da Kate Winslet.
Citações:
Michael: I'm not frightened. I'm not frightened of anything. The more I suffer, the more I love. Danger will only increase my love, will sharpen it, will give it spice. I will be the only angel you need. You will leave life even more beautiful than you entered it. Heaven will take you back and look at you and say: "Only one thing can make a soul complete and that thing is love."
De facto um bom filme, com uma excelente interpretação da Kate Winslet.
Citações:
Michael: I'm not frightened. I'm not frightened of anything. The more I suffer, the more I love. Danger will only increase my love, will sharpen it, will give it spice. I will be the only angel you need. You will leave life even more beautiful than you entered it. Heaven will take you back and look at you and say: "Only one thing can make a soul complete and that thing is love."
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Milk
Um filme sobre Harvey Milk, o primeiro homossexual assumido a ocupar um cargo politico nos Estados Unidos.
Gus Van Saint, não fugindo a questões politicas, consegue através de uma realização realista (usando frenquente vezes imagens reais) exprimir o envolvimento activista da classe gay de são francisco.
A interpretação de Sean Penn, está de facto muito boa.
Gus Van Saint, não fugindo a questões politicas, consegue através de uma realização realista (usando frenquente vezes imagens reais) exprimir o envolvimento activista da classe gay de são francisco.
A interpretação de Sean Penn, está de facto muito boa.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Revolutionary Road
Foi uma interessante perspectiva de olhar as opções de vida que nos podem calhar.
Podemos defini-los em 3 vertentes.
A primeira que identificamos como a "real", ou seja, aquela fase da vida que reconhecemos que somos infelizes, porque realizamos as mesmas tarefas todos os dias, fazemos algo que não gostamos mas temos de fazer, que estamos presos às nossas decisões de vida e dali não podemos sair, ou que nos acomodamos simplesmente e somos rotineiros e básicos.
A segunda parte, o "irreal", aquela em que somos loucos, o suficiente loucos para termos uma ideia fantástica e vamos mudar para sempre a nossa vida. Em que vislumbramos um rasgo de felicidade permanente a partir dessa decisão. No fundo do desespero, com a coragem devida, mudamos o rumo e seremos felizes para sempre. É a parte do irrealismo, da irresponsabilidade e da possível loucura, ... demência talvez.
A terceira parte, é a altura que colocamos os pés no chão (ou que nos falta a coragem) e percebemos que o nosso destino está traçado e nunca seremos capazes de o mudar e em vez de seguir os instintos irreais, seguimos sim os instintos reais.
A capacidade de revolucionarmos o nosso caminho, está ao nosso alcance ou não?
Por isto, foi interessante este exercicio proposto por Sam Mendes, que soube desta forma ajustar e centralizar estas ideias em torno de um casal de actores, que por si só já tem uma imensa cumplicidade, e que estão praticamente em 100% das cenas deste filme. Dá uma ideia que se trata de uma peça de teatro com a Kate e o Leonardo o tempo todo em cena/palco, neste caso em tela, e parece que o filme "não respira".
Gostei da figura do lunático filho da vendedora de casas (Kathy Bates), com um sentido de humor extraordinário, e a dar enfâse à segunda parte, fazendo emergir o nosso lado louco e a colocar as verdades cruas à nossa mercê. Somos uns acomodados, e uns cobardes da vida.
A analogia aos acomodados, está expressa no grupo de colegas da Knox industries, que não acreditam, que não querem saber, e nem querem pensar em mudar sequer.
Citações:
John Givings: Hopeless emptiness. Now you've said it. Plenty of people are onto the emptiness, but it takes real guts to see the hopelessness.
John Givings: You want to play house you got to have a job. You want to play nice house, very sweet house, you got to have a job you don't like.
April Wheeler: Look at us. We're just like everyone else. We've bought into the same, ridiculous delusion.
Podemos defini-los em 3 vertentes.
A primeira que identificamos como a "real", ou seja, aquela fase da vida que reconhecemos que somos infelizes, porque realizamos as mesmas tarefas todos os dias, fazemos algo que não gostamos mas temos de fazer, que estamos presos às nossas decisões de vida e dali não podemos sair, ou que nos acomodamos simplesmente e somos rotineiros e básicos.
A segunda parte, o "irreal", aquela em que somos loucos, o suficiente loucos para termos uma ideia fantástica e vamos mudar para sempre a nossa vida. Em que vislumbramos um rasgo de felicidade permanente a partir dessa decisão. No fundo do desespero, com a coragem devida, mudamos o rumo e seremos felizes para sempre. É a parte do irrealismo, da irresponsabilidade e da possível loucura, ... demência talvez.
A terceira parte, é a altura que colocamos os pés no chão (ou que nos falta a coragem) e percebemos que o nosso destino está traçado e nunca seremos capazes de o mudar e em vez de seguir os instintos irreais, seguimos sim os instintos reais.
A capacidade de revolucionarmos o nosso caminho, está ao nosso alcance ou não?
Por isto, foi interessante este exercicio proposto por Sam Mendes, que soube desta forma ajustar e centralizar estas ideias em torno de um casal de actores, que por si só já tem uma imensa cumplicidade, e que estão praticamente em 100% das cenas deste filme. Dá uma ideia que se trata de uma peça de teatro com a Kate e o Leonardo o tempo todo em cena/palco, neste caso em tela, e parece que o filme "não respira".
Gostei da figura do lunático filho da vendedora de casas (Kathy Bates), com um sentido de humor extraordinário, e a dar enfâse à segunda parte, fazendo emergir o nosso lado louco e a colocar as verdades cruas à nossa mercê. Somos uns acomodados, e uns cobardes da vida.
A analogia aos acomodados, está expressa no grupo de colegas da Knox industries, que não acreditam, que não querem saber, e nem querem pensar em mudar sequer.
Citações:
John Givings: Hopeless emptiness. Now you've said it. Plenty of people are onto the emptiness, but it takes real guts to see the hopelessness.
John Givings: You want to play house you got to have a job. You want to play nice house, very sweet house, you got to have a job you don't like.
April Wheeler: Look at us. We're just like everyone else. We've bought into the same, ridiculous delusion.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
A Duquesa
A história da Duquesa de Devonshire numa sociedade britânica do século XVIII, em mais um filme de época, e de como estes filmes já têm uma receita comum.
Paisagens inglesas deslumbrantes, casas enormes e fantásticas, e guarda-roupas sem fim, são os ingredientes. Os temas são quase sempre os romances e intrigas. Depois junta-se a Keira e outro actor inglês, neste caso Ralph Fiennes, e "and all the british things are there".
Foi um filme quase "irmão" de Maria Antonieta, em quase tudo parecido, sendo que a diferença era um em França e outro em Inglaterra. Mas sabendo de que se trata de duas histórias verdadeiras, e pensar que as protagonistas tiveram uma vida parecida, dá que pensar.
citações:
Duke of Devonshire: This will be the mistake of your life.
Georgiana, The Duchess of Devonshire: No, I made that many years ago.
Paisagens inglesas deslumbrantes, casas enormes e fantásticas, e guarda-roupas sem fim, são os ingredientes. Os temas são quase sempre os romances e intrigas. Depois junta-se a Keira e outro actor inglês, neste caso Ralph Fiennes, e "and all the british things are there".
Foi um filme quase "irmão" de Maria Antonieta, em quase tudo parecido, sendo que a diferença era um em França e outro em Inglaterra. Mas sabendo de que se trata de duas histórias verdadeiras, e pensar que as protagonistas tiveram uma vida parecida, dá que pensar.
citações:
Duke of Devonshire: This will be the mistake of your life.
Georgiana, The Duchess of Devonshire: No, I made that many years ago.
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